Conhecendo a Gestão por Competência

Em um ambiente altamente competitivo, as empresas buscam novas tendências e modelos para adequar suas estratégias de negócios. O modelo de Gestão por Competências vem sendo inserido nas organizações como fator essencial ao atendimento de seus objetivos, buscando alinhar as competências individuais dos colaboradores envolvidos às metas da organização.

A Gestão por Competências direciona sua ação, através de identificação e alocação de talentos, capacitação corporativa, avaliação de desempenho profissional, remuneração e benefícios, entre outros, para o gerenciamento do gap ou lacuna de competências eventualmente existente na organização ou na equipe, procurando eliminá-lo ou minimizá-lo.

As competências compreendem a soma dos conhecimentos presentes nas habilidades individuais e nas unidades organizacionais. As competências diferenciam a empresa das demais e geram vantagens competitivas. Elas são percebidas e valorizadas pelo cliente, influenciando na sua escolha de compra e, desta forma, podem contribuir para fidelização do cliente e para a consolidação de uma vantagem competitiva sustentável.

Essa formulação deve buscar potencializar a competência na qual a empresa é mais forte. A constante evolução das competências da empresa permite o sistemático refinamento e reformulação da estratégia competitiva e, a partir desta, são identificadas novas orientações para a formação de competências.

Nesses tempos de globalização e forte pressão concorrencial, o produto ou serviço que sustenta a liderança de uma empresa hoje dificilmente será base de sua vantagem em dois ou três anos. São as competências essenciais que irão gerar os produtos que sustentarão essa vantagem no futuro, as quais, por serem fruto de um processo de aprendizagem coletivo, com o passar do tempo, também estarão sujeitas às mudanças.

O processo de implantação do modelo é formado por quatro fases, que são de extrema importância para a organização:

  • 1ª fase: levantamento das necessidades, que engloba um olhar profundo para dentro da organização.
  • 2ª fase: determinação de novas direções e possibilidades, a construção de um novo modelo e o desenvolvimento do programa e a definição do grau de envolvimento dos colaboradores.
  • 3ª fase: definição do plano de ação, quais serão as estratégias de implementação e a criação de um plano piloto.
  • 4ª fase: manutenção da mudança, ou seja, a definição dos resultados em longo prazo, a publicação oficial do programa e o estabelecimento de uma avaliação contínua do processo.

Pode-se dizer que, na Gestão por Competências nas organizações modernas, a intensa participação e envolvimento dos gestores e pessoas abrangidas são fundamentais para criar a legitimidade e a credibilidade necessária para o sistema, cuja compreensão deve ser coletiva, ou seja, envolver todas as pessoas interessadas no processo, tendo como uma de suas premissas, possibilitar o entendimento das atividades e criar mecanismos para medir o desempenho e identificar oportunidades de mudanças nos processos, buscando sempre maior produtividade e agilidade na sua execução, o que torna possível ter ferramentas para se buscar sempre a melhoria contínua dos processos e o conceito chave da qualidade total.

*Texto enviado por:
Eduardo Heitor, colaborador DDS