A necessidade de se adicionar valor aos produtos e serviços, visando o atendimento de um consumidor que se encontra em constante mutação, apresentando um nível de exigência cada vez maior e tem provocado nas organizações uma crescente necessidade de superação no atendimento a critérios como: eficiência, eficácia, redução de custos, agilidade, flexibilidade, qualidade, dentre outros.

Administrar um projeto envolve lidar com recursos, tempo, administrar o interesse das partes envolvidas com o objetivo de fornecer um resultado. Segundo M. Possi, a metodologia de gerenciamento de projetos é a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades do projeto a fim de alcançar ou exceder as necessidades das partes envolvidas (stakeholders) e as expectativas de um projeto.

Um projeto é um empreendimento temporário com o objetivo de criar um produto ou serviço único (PMI, “Conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projetos”, 2004). Isto significa que um projeto difere de serviços continuados de uma organização, na medida em que possui duas características indispensáveis: todo projeto tem um começo e um fim bem definidos, e envolve a criação de um produto ou serviço diferente de todos os seus semelhantes.

Em função das características específicas dos projetos, existe a necessidade de uma gerência também específica para os mesmos. O gerenciamento de projetos está envolvido com métodos de coordenar e controlar alguns tipos de atividades complexas e dinâmicas, diferenciando-se muito da administração tradicional de atividades de rotina.

Partindo-se do pressuposto de que um projeto é considerado bem-sucedido em sua implementação caso atenda a quatro critérios: tempo, custo, eficácia e satisfação do cliente. Pinto & Slevin (“Critical success factors”, 1998) estabeleceram o modelo dos dez fatores que consideraram críticos para o sucesso da implementação de um projeto e que foram denominados de PIP – Project Implementation Profile – Perfil de Implementação de Projetos. São eles:

  1. Missão do projeto: claro senso de direção e metas iniciais definidas.
  2. Suporte da alta gerência: vontade e habilidade para prover recursos, autoridade e influência.
  3. Plano do projeto: detalhamento das especificações e cronograma de implementação.
  4. Consulta ao cliente: adequada comunicação, consulta e ouvir o cliente e com o cliente.
  5. Pessoas: pessoas necessárias recrutadas selecionadas e treinadas.
  6. Atividades técnicas: tecnologia e conhecimento requerido disponível.
  7. Monitoração e feedback: prover informação clara em cada estágio de implementação.
  8. Comunicação: rede apropriada para a circulação de toda a informação necessária entre os atores.
  9. Solução de problemas: habilidade de tratar crises inesperadas e definir planos de desvios.
  10. Aceitação Final do cliente: projeto final entregue aos usuários.

 *Texto enviado por Eduardo Heitor, colaborador DDS

Gostou do artigo?
Assine nossa Newsletter!

Cadastre-se agora!

(Visited 443 times, 1 visits today)