O termo BYOD, em inglês Bring Your Own Device, tem sido um dos temas mais debatidos na área de TI no mundo corporativo. Mas você sabe o que significa e qual a origem desse termo?
Com o aumento do poder de compra da população e da facilidade de pagamento oferecida pelo varejo, estamos presenciando a explosão de vendas de smartphones e tablets nos últimos anos.
Para se ter uma idéia, foi divulgado recentemente no site IDG, do Uol, que a venda de smarphones no Brasil cresceu 85,7% no primeiro trimestre, ou seja 5,4 milhões de aparelhos foram comercializados nos primeiros três meses do ano. Além disso, segundo pesquisa da IDC, os smartphones estarão próximos do número de celulares básicos já no final de 2013.
E as empresas vem vivenciando alguns reflexos deste movimento, o que é conhecido como a tendência de BYOD.
Primeiro, muitos funcionários possuem equipamentos melhores que os fornecidos pelas empresas, o que já é motivo de algumas polêmicas. Por exemplo, por que usar aquele celular sem qualquer recurso que minha empresa oferece, quando eu tenho um smartphone, com tela touchscreen, câmera com 10 megapixels, 3G, GPS e diversos outros aplicativos?
E, como se não bastasse isso, o ponto que mais preocupa os gerentes de TI, como fica a segurança da informação da empresa, uma vez que as pessoas querem (e recebem) os emails da companhia em seus dispositivos, levam consigo arquivos, que podem ser confidenciais?
Imagine que tudo isso pode estar andando por aí, no bolso de algum funcionário, que pode perder seu aparelho em algum lugar ou que pode também ser roubado e deixar que informações fiquem expostas ao mercado.
Vamos a um caso “hipotético”:
Imagine que um importante executivo da sua empresa vá em um evento de mercado com vários concorrentes diretos da sua marca para representar a sua empresa ou fazer uma palestra. (Isso deve acontecer com alguma frequência, certo?).
Vamos dizer que, enquanto ele conversa com alguém ou faz alguma outra coisa no evento, ele deixa o smartphone apoiado em algum lugar e o esquece ali ou, por exemplo, ele deixa o aparelho cair enquanto vai tirar um cartão de visita do bolso ou enquanto vai ao banheiro. (Isso já deve ter acontecido com você ou com algum conhecido eu imagino).
Convenhamos que esta seria uma situação complicada. Uma série de informações altamente importantes poderiam chegar às mãos de concorrentes diretos ou que fossem publicadas por algum veículo de comunicação e poderia, de alguma forma, atrapalhar algum projeto em andamento na empresa.
Apesar de ser um exemplo extremo, esta preocupação é uma das origens desta tendência do BYOD e dos investimentos feitos pelas empresas para entender como fazer uma melhor gestão e proteção das informações corporativas.
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A sua empresa já tem uma estratégia para a gestão de informações neste cenário de dispositivos pessoais no ambiente de trabalho, ou BYOD?
*Texto publicado por:
Felipe Rampinelli
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