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Você já parou para pensar como a nossa rotina mudou drasticamente nos últimos 10 anos? A tecnologia é um recurso que está muito presente na nossa vida hoje e realmente vem transformando completamente a forma como resolvemos as nossas necessidades.

Pode parecer exagero, mas não é!

Por exemplo, você se lembra como você fazia para reunir ou amigos ou familiares no fim de semana antes do Whatsapp (lançado em 2009)? Se você já era bem conectado à internet talvez já utilizasse algumas opções como e-mail, MSN ou Orkut, mas mesmo assim você certamente precisava ficar um bom tempo no telefone ligando para vários convidados, pois esse softwares estavam disponíveis apenas no computador.

E para evitar o trânsito ou dirigir até um lugar que você não conhecia antes do Waze (lançado em 2008)?

Nossa, e então se você estivesse em casa e quisesse assistir um filme antes do Netflix (lançado em 2011)?! Era preciso uma imensa dose de sorte para encontrar algo bom do início na tv por assinatura, exatamente na hora que você queria, não é mesmo?

A lista das mudanças é grande e conta com serviços disponíveis em aplicativos como Spotify, AirBnb, Uber, 99, apps de bancos entre vários outros.

3 grandes empresas que quebraram por não inovar

Os casos acima são de empresas que foram criadas há pouco tempo e estão tendo grande sucesso especialmente pela inovação, mas infelizmente a história não foi tão feliz para todos.

Algumas empresas simplesmente não conseguiram acompanhar a transformação digital e simplesmente acabaram ou tiveram que atuar em nichos bem específicos e perderam o grande domínio de mercado que tinham.

Vamos a alguns casos:

Kodak

Este caso é um pouco antigo, mas certamente é um dos mais marcantes do mercado. A Kodak era a empresa que dominava com muita folga os seus segmentos. Para se ter uma ideia ela chegou a ter aproximadamente 80% da venda das câmeras e de 90% de filmes fotográficos no país.

O grande problema é que a empresa não aderiu a tempo ao mercado digital e sofreu uma crise tão intensa que teve que decretar falência em 2012. Primeiro as câmeras digitais e, na sequência, o avanço e sofisticação dos smartphones dominaram completamente este mercado.

Uma das coisas mais curiosas dessa história é que a câmera digital foi inventada justamente pela Kodak! E faz muito tempo! Em 1975, Steve Sasson apresentou o primeiro projeto de câmera digital, mas seus líderes não apostaram que as pessoas gostaria de ver suas fotos em telas digitais.

Muito se ouve também que a empresa não adotou a nova tecnologia por atrapalhar o negócio principal da empresa, uma vez que o crescimento das fotos digitais automaticamente reduziria a demanda por filmes.

Essa é uma lição muito importante deste caso. Precisamos sempre ter em mente que quem define para onde vai o mercado são os consumidores. Investir em produtos que garantam uma boa experiência para o usuário é fundamental!

A empresa voltou a operar e hoje trabalha com o desenvolvimento de tecnologias novas, como tintas especiais e novas tecnologias de impressão, mas está bem longe dos 144 mil funcionários que chegou a ter no seu auge.

Blockbuster

Este é outro caso bem emblemático. A Blockbuster era principal rede de locadoras de filmes e games do mercado e chegou a ter mais de 9 mil lojas espalhadas pelo mundo.

A empresa sempre teve um bom conceito de experiência do cliente, cuidando muito bem do espaço para os clientes e do atendimento, além de oferecer produtos complementares aos filmes, como pipoca, sorvetes e doces. Além disso se adaptou a algumas mudanças de tecnologia que ocorreram, como a chegada do DVD em substituição da fita VHS e, por fim, a oferta de Blu-Ray.

Porém o mercado caminhou para outro sentido. Apesar do investimento, no fim os clientes não queriam sair de casa para alugar e, especialmente, para devolver os filmes. A conveniência de escolher o filme sem sair de casa, ainda mais por um valor mais acessível, fizeram com que os serviços de streaming como Netflix, Net Now, e outros On Demand dominaram o mercado e fizeram a empresa decretar sua falência.

Uma curiosidade desta história é que bem antes de fechar sua última loja em 2013, a Blockbuster teve algumas oportunidades de se juntar e até comprar a embrionária Netflix, mas, como sabemos, não o fez. Uma grande oportunidade perdida!

 

BlackBerry

Um caso mais recente é o da BlackBerry. É incrível que a RIM, empresa criadora dos celulares BlackBerry, foi praticamente a inventora dos smartphones nos anos 2000 e teve até 2007 uma grande fatia do mercado.

Seus principais diferenciais estavam no uso do teclado semelhante ao do computador e um sofisticado sistema de segurança para troca de e-mails, que atendiam muito bem a necessidade de seu principal público-alvo, os executivos do mercado corporativo.

Porém, a empresa optou por não acompanhar algumas das novidades apresentadas no lançamento (em 2007) e nas primeiras versões do iPhone. O fim das teclas físicas, o aprimoramento da tela sensível ao toque, permitindo o multitoque e acompanhando a rotação do telefone, e a interface centrada na experiência do usuário foram alguns dos fatores determinantes para a empresa conquistar a maior fatia do mercado.

Após uma forte crise resultante da queda nas vendas, a BlackBerry foi vendida em 2013 e hoje tenta se reconstruir com aparelhos que usam o sistema operacional Android.

A única constante da vida é a mudança

Trouxemos este tema para motivar você a refletir sobre a importância da inovação. Independente da área de atuação da sua empresa, sempre fique atento para as mudanças e reflita sobre como seu negócio pode se reinventar.

Com o rápido avanço da tecnologia nas mais diferentes vertentes precisamos ficar muito atentos para sempre enxergar como seu produto ou serviço pode atender melhor a necessidade do cliente ou melhorar sua experiência de uso para estar à frente da concorrência.

Se quiser ler sobre a transformação digital do atendimento ao clientes, confira este nosso artigo!

Você se lembra de outras empresas líderes de mercado que quebraram por não inovar? Mande nos comentários do post!

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